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Bloqueio do Canal de Suez: Novos Episódios

Parecia um final feliz! O sucesso da manobra que acabou destravando o cargueiro Ever Given do Canal de Suez no final de março foi festejado por todo o mundo. A história do bloqueio de uma das rotas mais importantes para o comércio internacional havia chegado ao fim.

Mas, na realidade, o problema está longe de ser resolvido.

A razão? O Egito decidiu que não vai liberar o navio até que uma multa US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) seja paga como compensação pelos danos gerados durante a semana de bloqueio. O cargueiro de quase 400 metros está atualmente ancorado no chamado Grande Lago Amargo, um lago salgado situado entre o sul e o norte do Canal de Suez.

“O navio permanecerá aqui até que uma investigação seja concluída e a indenização seja paga”, disse Osama Rabie, presidente da ACS (Autoridade do Canal de Suez), à televisão estatal egípcia. “Esperamos um acordo rápido”, acrescentou. “No momento em que concordarem com a compensação, o navio poderá se mover”.

“A estimativa vai chegar a US$ 1 bilhão ou talvez um pouco mais. É um direito que o Egito tem”, disse.

Esse valor seria calculado com base na perda de taxas de uso do canal perdidas depois que diversos outros navios desviaram a rota, dando a volta pela África do Sul. Além disso, há os danos causados à hidrovia durante a drenagem, os esforços de retirada do cargueiro e os custos com equipamentos e materiais.

As declarações de Osama Rabie surgem no meio de uma investigação que visa obter mais pistas sobre como o Ever Given acabou encalhado na margem do canal.

Por ser uma das principais artérias econômicas do mundo – por onde passa mais de 12% do comércio total -, a estagnação do Canal de Suez trouxe uma série de consequências econômicas que acabaram afetando o bolso de milhões de pessoas.

Segundo Osama Rabie, o encalhe do cargueiro teve grande impacto nessa rota comercial, custando entre US$ 14 e US $15 milhões (cerca de R$ 80 milhões) a cada dia de bloqueio.

Fonte: Uol Economia

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