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Interrupção por seis dias do Canal de Suez terá reflexos no comércio do Brasil com países árabes

O fechamento por cerca de uma semana do Canal de Suez, no Egito, em função de um navio que encalhou, deve trazer reflexos para o comércio do Brasil com os países árabes.

Cesar Simas Teles, agrícola do Brasil no Egito, relata que o fechamento do canal pode impactar o comércio brasileiro com países árabes, “pois a travessia do Canal de Suez é a rota mais curta entre o Brasil e vários parceiros comerciais árabes. Sem o canal, os navios gastariam até duas semanas a mais para completar o mesmo percurso”, afirmou ele à ANBA. O canal é via para chegada de cargas do Brasil para países árabes como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Omã e Iêmen.

Apesar os reflexos do fechamento temporário do Canal de Suez, Pedro Oliveira, gerente de projetos e desenvolvimento de negócios da empresa de agenciamento marítimo portuário Unimar, relata que os armadores não restringiram os embarques de contêineres do Brasil aos países árabes. “Os armadores estão buscando alternativas em serviços que passam pelo Sul da África, Cabo da Boa Esperança, e estão avisando seus clientes que algumas conexões podem atrasar pelo menos uma semana”, afirma.

Quando o Canal de Suez foi liberado, eram mais de 400 os navios que aguardavam para passar pela via. O executivo da Unimar acredita que os atrasos nas entregas, causados pelo fechamento do canal, podem afetar as licenças de importação em produtos mais sensíveis a prazos e que o cenário poderá também impactar os custos dos navios, com aumento nos preços do serviço, além da disponibilidade de contêineres.

Cesar Simas Teles vê reflexos na venda de carnes do Brasil. “A venda de carnes para os países árabes pode ser impactada pelo atraso dos navios, pelo aumento do preço do frete e principalmente pela dificuldade em se obter contêineres refrigerados. Como a disponibilidade mundial de contêineres refrigerados já havia sido impactada pelos efeitos da pandemia de covid-19, o fechamento do Canal de Suez pode agravar essa situação”, diz o adido agrícola.

Fonte: Comex do Brasil

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