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BATALHA DO CHAMPANHE: Só espumante fabricado na Rússia é champanhe, decreta Putin; França ameaça ir à OMC

O presidente russo sancionou uma nova lei decretando que apenas os champanskoe, espumantes populares e acessíveis que foram criados na era soviética como uma forma de democratizar o luxo, podem ser etiquetados como champanhe a partir de agora na Rússia.

Os borbulhantes vinhos estrangeiros e, portanto, os da região francesa de Champagne, protegidos por denominação de origem controlada e que são produzidos apenas com determinadas variedades de uvas e um processo de maturação específico, serão rotulados e classificados como “vinhos espumantes” em território russo.

O regulamento que altera a lei sobre bebidas alcoólicas, assinado na última sexta-feira, tem causado indignação em grande parte da indústria do champanhe. Os produtores defendem a denominação original e controlada. E insistem que o champanhe só venha da região francesa de mesmo nome.

A associação que reúne a indústria francesa declarou estar “escandalizada” e já pediu aos produtores que parem de enviar seus vinhos para a Rússia, até que as novas regras sejam esclarecidas.

“O Comitê de Champagne lamenta que esta legislação não garanta que os consumidores russos tenham informações claras e transparentes sobre as origens e características do vinho”, apontam seus copresidentes. Eles lembram que o nome “champanhe” é protegido em mais de 120 países. Entretanto, o Ministro do Comércio Exterior, Franck Riester, afirmou que sua equipe está analisando as implicações da nova lei russa no setor vinícola francês.

Não é a primeira vez que os alimentos ficam em meio às tensões entre a Rússia e outros países. A administração Putin já proibiu o tomate do Azerbaijão no ano passado, após uma guerra de 44 dias travada pelo estado do Cáucaso do Sul contra a Armênia, aliada de Moscou. Também introduziu um embargo alimentar proibindo produtos como o queijo parmesão italiano, o Gouda holandês e o presunto ibérico por sanções impostas após a anexação da Crimeia em 2014.

Não houve debate social sobre a nova regulamentação, o que pegou consumidores e distribuidores desprevenidos.

Fonte: Valor

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