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Acordo global para banir carvão acaba enfraquecido após China, EUA e Índia não aderirem

Um acordo global para eliminar o uso de carvão como fonte de energia acabou enfraquecido nesta quinta-feira, após os países que mais consomem o combustível no mundo — China, Índia e Estados Unidos — não aderirem à iniciativa. Além disso, o acordo não é vinculante e permite no mínimo uma década de transição para a eliminação gradual da fonte de energia.

A queima de carvão, que alimenta mais de um terço da energia consumida no mundo, é o fator de maior contribuição individual para a mudança climática. O fim do uso do produto era uma ambição do Reino Unido na conferência das Nações Unidas sobre o clima que acontece em Glasgow.

Mais de 40 países, incluindo Canadá, Polônia, Coreia do Sul, Ucrânia, Indonésia e Vietnã, anunciaram que vão interromper a queima de carvão para geração de eletricidade.

Os países desenvolvidos prometeram abandonar o carvão na década de 2030, “ou o mais rapidamente que puderem depois disso”. Já os países em desenvolvimento concordaram em fazer a transição do carvão na década de 2040 “ou o mais rapidamente possível depois”.

O fato de o número de signatários ser menos da metade do total previsto evidencia as profundas divisões que permanecem sobre o assunto.

Muitos países em desenvolvimento, como China, Índia e Indonésia, dependem de carvão barato e acessível. A China abriga quase metade das mais de 2.600 usinas movidas a carvão em operação ou em construção em todo o mundo.

Os países mais pobres certamente exigirão ajuda financeira das nações desenvolvidas como condição para acabar com sua dependência do carvão, mas os países mais ricos já não cumpriram com uma promessa anterior de fornecer US$ 100 bilhões por ano em “financiamento climático” até 2020.

Fonte: O Globo

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